Divórcio e Sobrenome norueguês

Olá amigos,

Ainda não pude homologar o divórcio aqui no Brasil, pois estou aguardando o documento da Embaixada de Oslo. Enviei para o Espen os formulários necessários um tempo atrás, ele encaminhou para a Embaixada, pagou as taxas e ainda ficou faltando o documento original que eles haviam emitido quando registrei o casamento lá.

Muito bem, enviei a certidão de registro de casamento que eles emitiram em 2011, agora estou aguardando que tudo seja finalizado lá para, finalmente, resolver isso aqui. Ô burocracia..

O procedimento consiste em enviar para  Embaixada do Brasil em Oslo os documentos abaixo:

a) original da sentença estrangeira de divórcio e (a carta que a Noruega nos enviou informando do divórcio)
b) original da certidão consular de casamento, ou o original da certidão estrangeira de casamento. (foi essa que eu não enviei)
c) procuração em favor de advogado; (não enviei isso, pois estou no Brasil e eu mesma resolverei os trâmites legais)
d) declaração de concordância, dada pelo ex-cônjuge, com firma reconhecida em Notário Público. (sim, ele tem que reconhecer a assinatura dele)

Divorcio-email-embaixada

Feito isso, eles emitirão uma nova certidão de casamento com a averbação do divórcio, em português. Espen me enviará e, aí sim, resolvo isso aqui. Não se trata de me livrar do ex, nem do sobrenome dele. Isso vou explicar mais abaixo. Trata-se de estar com o estado civil correto para não ter problemas. Vai que eu me case novamente ou fique milionária? Detesto postergar coisas importantes assim e depois ficar que nem maluca correndo contra o tempo para resolver.

Ao solicitar que minha conta salário da última empresa fosse transformada em conta corrente, tive problemas justamente por estar casada ainda aqui no Brasil e ele não ter CPF aqui. Olha que maluquice?! O banco alegava que precisava dos dados do cônjuge, que incluía o CPF. Como informaria isso se ele nunca viveu aqui e nem tirou nenhum documento brasileiro?

Foi desgastante, pois a gerente me tratava como se fosse uma idiota repetindo que precisava do CPF do Espen (afffff!!). Para mim a idiotice estava na regra sem exceção do próprio banco. Mas enfim, resolvemos me declarando solteira ainda. Vejam a incoerência e a exceção torta deles. Devia haver uma opção de dizer que o cara era estrangeiro e não tinha CPF, informar só o passaporte, sei lá!

Sobre o uso do sobrenome estrangeiro do ex-marido: 

Como o casamento foi celebrado na Noruega, a lei norueguesa diz que ao adotarmos o sobrenome do cônjuge, este passa a ser o nosso sobrenome, mesmo após o divórcio. Minha ex-cunhada que adotou o sobrenome do marido o usa até hoje. Espen também adotou meu sobrenome.

Aqui, optamos na hora do divórcio por continuar usando o sobrenome do marido ou voltar a usar o de solteiro. Lá também podemos voltar a usar o sobrenome de solteira, mas para isso temos que preencher um formulário solicitando. Voltar a usar o antigo sobrenome é a exceção para eles. Rsrs! Não vi vantagem nisso, até porque aqui no Brasil já alterei todos os meus documentos. Imagine, pedir pra trocar tudo lá e depois aqui de novo? Não, obrigada!

UP-DATE:

Quando retornei ao Brasil, estava chateada, triste, cheia de tudo e a minha vontade era mudar de nome. Não queria mais a lembrança do ex, do fim do relacionamento. A gente acaba associando as coisas de maneira errada, negativa. A minha ideia era adotar um dos sobrenomes da minha avó materna. O Ferreira (ela nasceu Alves Ferreira, ao casar tornou-se Ferreira da Silva), que meu avô ocultou do registro dos filhos, deixando somente o Silva dele. Egoísta!

Mas com o andamento do processo para obter o documento com a Embaixada para homologar o divórcio aqui, foi me dando uma preguiça, uma canseira pensar em mudar TUDO DE NOVO. Até mesmo para voltar a usar o meu Silva dos Santos ia dar uma trabalheira enorme. Por isso deixei para lá, resolvi ficar com o nome como está mesmo.

Outro motivo para eu manter o Hansen, é que eu penso em sair do Brasil novamente. Talvez voltar para a Noruega, talvez para outro país. Não queria falar disso aqui agora, pois ainda são planos, e planos precisam de tempo e preparo para se realizarem. Só queria esclarecer qualquer mal entendido ou interpretação errada.

Então é isso. Não me “agarrei” ao sobrenome estrangeiro do ex-marido. É somente uma questão prática, uma escolha MINHA. Não é porque tivemos nossos problemas, porque eu reclamei disso e daquilo, num momento delicado sobre o ex. Ou porque nos separamos que estou proibida de continuar usando o nome do outro.

Até porque, continuamos amigos e Espen foi uma pessoa importante na minha vida, é uma pessoa querida por mim. E está seguindo a vida dele, em um novo relacionamento, conforme me contou recentemente.  E é assim que tem que ser.  A vida agradece!

Alex, Geir, eu e Espen em 2012

Divórcio na Noruega

Oi pessoas! Quanto tempo sem postar, sem dar um olá… Andei meio desanimada de fazer novos posts desde que voltei ao Brasil em 2013. Por isso me limitei a escrever uma coisa ou outra, relacionada aos documentos necessários para se casar na Noruega. Mas estou sempre por aqui lendo e respondendo os comentários.

Muitas pessoas chegam aqui e leem sobre minha história de amor, minha mudança para a Noruega, então para atualizar quem ainda não sabe ou chegou por aqui agora: eu não vivo mais na Noruega, não estou mais casada, apesar de continuar amiga do meu ex-marido. 🙂

Nos separamos em 2013, ano passado eu dei entrada no divórcio e agora em Janeiro ele foi oficializado, recebi uma carta do Fylkesmannen avisando sobre isso, agora falta o documento “oficial” para dar prosseguimento na homologação do divórcio aqui no Brasil. Assim que resolver isso, volto para contar como foi o procedimento e quanto custou (essa é a parte mais “salgada”). Informação sobre essas coisas sempre são bem vindas, não é mesmo? Um beijo para vocês

Divorcio

Email da Embaixada do Brasil em Oslo