Que…

Que eu continue com vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida.
Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas.
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
sentir, entender ou utilizar essa ajuda.
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo
escurecem meus olhos e o coração.
Que eu realimente a minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes
tão fortes quanto o sucesso e a alegria.
Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.
Que eu pratique mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu manifeste amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia.
E, acima de tudo…
Que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!

Chico Xavier

————–

Que o tempo ruim passe e enquanto não passa, eu tenha forças e coragem para manter-me de pé sem desistir. Que eu possa encontrar as respostas necessárias para as minhas questões mais urgentes e que essa tristeza que me assombra, muito frequentemente nos últimos meses, se extingua e eu possa me reencontrar em paz…

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Nossos maiores adversários

Os dez maiores obstáculos que dificultam a jornada diária dos espíritas.

1- A Língua – Quando dela se utiliza para apontar faltas alheias.
2- Os olhos – Para medir os centímetros que a vaidade pode reparar nos semelhantes.
3- O Pensamento – No instante que vagueiasolto sem o cabresto da disciplina.
4- O Desanânimo – Congelador natural das melhores intenções.
5- A Vingança – Arremessadora das farpas mentais de alcance e consequêcias imprevisíveis.
6- A Desconfiança – Na razão que desconhece o semelhante que procura trabalhar incessantemente a favor dos outros.
7- O medo – Se nos isolarmos no remorso sem procurar avançar apesar dos obstáculos.
8- A Fofoca – Na medida que acreditamos e julgamos saber mais da vida alheia que da nossa.
9- O Orgulho – Ao patrocinarmos a divisão entre as pessoas e colocarmos o personalismo acima da fraternidade.
10- O egoísmo – Com a intenção de buscarmos o privilégio, acreditando que Deus nos elegeu como criatura superior às demais.

Via: Blog Espirita

Quantas vezes me deixei levar por alguns desses obstáculos… mas sigo tentando me corrigir.

Ansiedade

A ação do pensamento sobre a saúde é incontestável. Vejamos alguns exemplos: a ansiedade estimula a secreção de adrenalina, que sobrecarrega o sistema nervoso e o descontrola; o pessimismo perturba o aparelho digestivo e produz distúrbios gerais; o medo, a revolta são agentes de úlceras gástricas e duodenais de curso largo.

Da mesma forma, a tranqüilidade, o otimismo, a coragem são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo salutares efeitos na vida. O homem se torna o que pensa, portanto, o que quer.

Os pensamentos emitidos atraem ou sintonizam outros semelhantes, nas mesmas faixas de ondas mentais por onde transitam as aspirações e os estados psíquicos de toda a Humanidade.

Adicionados a estes, temos as mentes dos desencarnados que se intercomunicam com os homens, vibrando nos climas que lhes são afins. Acostuma-te a pensar de forma edificante. Assume uma postura vitoriosa. Atrai pensamentos salutares.

O cérebro é antena que emite vibrações a as capta incessantemente. Irradia idéias do bem, do progresso, da paz, e captarás, por sintonia, equivalentes estímulos para o teu bem.

Quem pensa em derrota, já perdeu uma parte da luta por empreender. Quem cultiva o insucesso, dificilmente enfrentará os desafios para a vitória. A cada momento, adicionas experiências novas às tuas conquistas. A todo instante, pensa corretamente e somarás força psíquica para o êxito da tua reencarnação.

Divaldo Franco / Joanna de Ângelis – Extraído do livro, Episódios Diários

Mansão do Caminho
Divaldo Franco
Divaldo Franco Fotos

O outro lado

Situação 1

Dudinha sentada no colo da madrinha Isabella, apontando para a foto da mãe na tela do computador:

– Olha a mamãe! Ela me deu um beijo…

Isa surpresa pergunta: “É mesmo..? Onde foi isso?” E ela apontou na direção da porta.

Situação 2

A família da Caridad estava num chá de bebê e Dudinha que brincava com uma tampa de refrigerante, fala:

– Me dá mais uma…? Quando perguntada por que queria mais uma tampinha, ela responde:

– É para minha mãe.. ela está brincando comigo.

Preciso falar mais alguma coisa?

PS: Para quem não sabe, a mãe da Dudinha desencarnou em setembro…

Grande presente

Nada é mais difícil do que o desapego, do que dizer adeus, do que saber-se sozinho daqui para frente. Eu ainda me pego pensando em “como é possível minha irmã ter morrido, se eu sinto a presença dela tão viva, se ao olhar para suas fotos me transporto para aquele momento, se consigo ouvir sua voz, sua risada…?”

Logo após a passagem dela para o mundo dos espíritos eu tive a grata surpresa de falar com ela, vê-la, tocá-la, foi um dos maiores presentes que Deus podia ter me dado. Para os que não sabem eu sou médium, sou espírita Kardecista e consigo me comunicar com o outro lado. Ainda é involuntário, eu não escolho quando e com quem vou falar, mas é tão forte quando acontece que não tenho dúvida nenhuma de que foi real.

Há alguns anos conheci o MAP (Movimento de Amor ao Próximo), através da minha irmã Raquel e nossa amiga Geisa. Já frequentei o Centro Espírita Francisco de Paula, na Tijuca e também tive experiências mediúnicas lá. Mas foi no MAP que eu percebi o alcance disso tudo.

Duas semanas após minha irmã ter se despedido de nós, fomos ao MAP para a Prece para os desencarnados. A missa católica havia ocorrido na semana anterior, mas eu sabia que seria no MAP que encontraria a chance de saber notícias dela. E assim foi. Quando a sessão começa ouvimos a palavra de um dos médiuns e é sempre muito bom, ouvimos e cantamos algumas músicas para nos colocarmos na mesma sintonia, a maioria de nós chega lá muito emocionados e é necessário que nos acalmemos um pouco.

Sempre que se pede uma Prece por um desercanado, devemos comparecer pois eles são avisados do outro lado, são levados ao nosso encontro. Imaginem a decepção daqueles que não vêem os seus entes nesse dia. Nesse dia fomos eu, minha madrinha Lêla e a Geisa, meu cunhado não quis ir, porque ficou com receio de se emocionar demais.

Para mim já foi dolorido chegar lá sem ela… sempre íamos juntas. Tentei me controlar para não perder nada, eu queria muito um contato com minha irmã, pelo menos saber notícias dela. E claro, Deus foi mais que generoso trazendo ela para estar conosco.

Eu sempre gostei mto da Ave Maria e quando ela começou a tocar senti uma vontade enorme de fechar os olhos e foi o começo da experiência toda. Senti o abraço da minha irmã. Ela chegou acompanhada dos dois enfermeiros que eu havia visto num dos sonhos que tive logo depois que ela faleceu. Eu estava sentada e ela estava atrás de mim, me envolveu com os braços e me beijou a face esquerda. Meu coração pulava, as lágrimas brotavam nos meus olhos cheias de emoção.

Ela sentou-se na minha frente e segurando minha mão me disse:

– Quanta saudade minha irmã, muita saudade…. mas eu não aguentava mais. Estava cansada, muito cansada. Que bom ver vocês aqui. Diz isso com as lágrimas descendo pelo rosto.

Abraçou e beijou minha madrinha e a Geisa, voltando a sentar, dessa vez do meu lado esquerdo. Continuamos de mãos dadas e ela até acompanhou algumas frases das músicas que continuávamos cantando. Às vezes colocava a cabeça no meu ombro e suspirava, nos olhávamos e ela beijava meu rosto de novo sorrindo entre lágrimas.

– Eu estou bem agora, não quero que você se preocupe. A saudade é imensa, mas eu precisava ir. Quero que você saiba que estarei sempre do seu lado e do Rodrigo. SEMPRE. Nunca vou deixar vocês dois sozinhos.

Fala isso com a mesma expressão séria e decidida, como se quisesse me dar a certeza da sua afirmação. Eu nem duvidaria.. Sorri como fazia quando estava contente, eufórica com alguma novidade, os olhos vívidos e brilhantes e passa a mão nos meus cabelos. Ahh como eu me deleitei com esses carinhos. Não havia mais o semblante triste, dolorido, cansado de tanta luta. Aquela luz radiante que era muito própria dela havia voltado. As lágrimas não eram de tristeza, eram de emoção.

Os enfermeiros se aproximam dela e ela me olha com uma carinha conformada e me diz:

– Quero que você diga à minha mãe que ela não precisa me pedir perdão por nada, por nada mesmo. E diga ao Lincoln que eu o amei e amo muito. Não esqueça.

Me beija o rosto novamente ainda segurando minhas mãos entre as dela e se levanta sorrindo. Se aproxima dos seus anjos e vai caminhando com eles, vira-se e acena como quem diz “Tchau”. Um tchau de quem vai se ver novamente muito em breve.

O curioso é que minha mãe pensou exatamente nisso logo após o falecimento dela, que não teve tempo de pedir perdão por não ter dado tudo o que ela merecia, pela vida simples que tivemos, pois era o que ela podia nos dar. Vocês imaginam como minha mãe ficou quando eu contei a ela da mensagem? Pois é.. eu chorei mais ainda.

Quando isso acontece, é como se eu assistisse a cena fora do corpo. Assisto a cena toda, inclusive vejo a mim mesma, mas assisto como se fosse uma espectadora. Ainda sonho com a Raquel, houve uma semana que sonhei todos os dias e isso estava começando a me perturbar. É complicado retomar a vida depois de tudo e ainda ter esses contatos. Haja cabeça e coração para administrar tudo.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, faz de mim um instrumento de tua paz.
(E que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos.)
Onde houver ódio, fazei que eu leve o amor.
(Aceitando o ódio que possa existir em mim e compreendendo todas as faces com que o amor pode se expressar.)
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
(E que eu me permita ofender para poder ser perdoado.)
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
(E que eu aceite a discórdia como geradora da união.)
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
(Podendo, humildemente, encarar minhas próprias dúvidas.)
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
(E que a “minha verdade” não seja a única, nem os erros sejam só os alheios.)
Onde houverdesespero, que eu leve a esperança.
(E possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.)
Onde houver tristeza, que eu leve alegria.
(E possa suportar a tristeza, minha e dos outros, sendo alegre ainda assim.)
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
(Após ter passado pelas “minhas trevas” e ter aprendido a caminhar com elas.)
Oh, Divino Mestre…
Faz que eu procure mais: consolar do que ser consolado,

(E que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar.)
Compreender, que ser compreendido,
(E me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro.)
Amar que ser amado,
(Podendo me amar, em princípio, para não cobrar o amor que dou,)
Pois é dando que se recebe,
(E sabendo receber é que se ensina a doar)
E perdoando que se é perdoado,
(E não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo,)
E é morrendo que se nasce para a vida eterna.
(E é bem vivendo e amando a vida que se perde o medo de morrer !)

Essa é uma das orações que eu mais gosto.

Tudo Passará

“Todas as coisas, na Terra, passam. Os dias de dificuldades, passarão… Passarão também os dias de amargura e solidão. As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar… um dia passarão. A saudade do ser querido que está longe, passará.

Dias de tristeza. Dias de felicidade. São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante. Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará… E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.

O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas. Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau. Segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade e que um dia também passará…

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação. Assim, façamos a nossa parte, o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus. Aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passarão…”

“Tudo passa, exceto DEUS!”

Deus é o suficiente!

(Emmanuel/Francisco Cândido Xavier )