Legalização de documentos – Apostila de Haia

Oi pessoas!

A partir de 14 de agosto de 2016 mudou a maneira como documentos brasileiros são legalizados para terem validade no exterior. Antes precisávamos levar os documentos originais e as traduções ao Itamaraty para legalizar e posteriormente ao Consulado do país onde o casamento seria celebrado para certificar as traduções e legalizar os documentos.

Agora, aparentemente ficou mais simples legalizar os documentos. Visto que o Itamaraty não cobrava a legalização. Já o sistema de “emissão da apostila” é feito em cartório e tem custo. Porém o Consulado não faz mais a legalização dos documentos, é tudo feito no Cartório.

Então futuras clientes, o valor sofrerá uma pequena alteração por causa dessa taxa. Farei duas legalizações em breve já no novo sistema e volto para contar como foi, quanto custou. Só estou explicando que existe o custo com o serviço de despachante, taxas de cartório (antes era somente o sinal público, agora também tem a taxa da emissão da apostila), tradutor juramentado e o Sedex ou DHL para envio dos documentos prontos.

Não tenho como deixar o valor do serviço aqui, pois dependo da tradução e essa taxa no Cartório para ter o valor total do serviço. Algumas pessoas precisam somente de dois documentos, outras de 3 ou mais, caso tenham filhos e/ou sejam divorciadas.

Seguem os links para vocês lerem sobre essa mudança.

Convenção da Apostila da Haia

Cartórios Autorizados a Emitir a Apostila

Divórcio e Sobrenome norueguês

Olá amigos,

Ainda não pude homologar o divórcio aqui no Brasil, pois estou aguardando o documento da Embaixada de Oslo. Enviei para o Espen os formulários necessários um tempo atrás, ele encaminhou para a Embaixada, pagou as taxas e ainda ficou faltando o documento original que eles haviam emitido quando registrei o casamento lá.

Muito bem, enviei a certidão de registro de casamento que eles emitiram em 2011, agora estou aguardando que tudo seja finalizado lá para, finalmente, resolver isso aqui. Ô burocracia..

O procedimento consiste em enviar para  Embaixada do Brasil em Oslo os documentos abaixo:

a) original da sentença estrangeira de divórcio e (a carta que a Noruega nos enviou informando do divórcio)
b) original da certidão consular de casamento, ou o original da certidão estrangeira de casamento. (foi essa que eu não enviei)
c) procuração em favor de advogado; (não enviei isso, pois estou no Brasil e eu mesma resolverei os trâmites legais)
d) declaração de concordância, dada pelo ex-cônjuge, com firma reconhecida em Notário Público. (sim, ele tem que reconhecer a assinatura dele)

Divorcio-email-embaixada

Feito isso, eles emitirão uma nova certidão de casamento com a averbação do divórcio, em português. Espen me enviará e, aí sim, resolvo isso aqui. Não se trata de me livrar do ex, nem do sobrenome dele. Isso vou explicar mais abaixo. Trata-se de estar com o estado civil correto para não ter problemas. Vai que eu me case novamente ou fique milionária? Detesto postergar coisas importantes assim e depois ficar que nem maluca correndo contra o tempo para resolver.

Ao solicitar que minha conta salário da última empresa fosse transformada em conta corrente, tive problemas justamente por estar casada ainda aqui no Brasil e ele não ter CPF aqui. Olha que maluquice?! O banco alegava que precisava dos dados do cônjuge, que incluía o CPF. Como informaria isso se ele nunca viveu aqui e nem tirou nenhum documento brasileiro?

Foi desgastante, pois a gerente me tratava como se fosse uma idiota repetindo que precisava do CPF do Espen (afffff!!). Para mim a idiotice estava na regra sem exceção do próprio banco. Mas enfim, resolvemos me declarando solteira ainda. Vejam a incoerência e a exceção torta deles. Devia haver uma opção de dizer que o cara era estrangeiro e não tinha CPF, informar só o passaporte, sei lá!

Sobre o uso do sobrenome estrangeiro do ex-marido: 

Como o casamento foi celebrado na Noruega, a lei norueguesa diz que ao adotarmos o sobrenome do cônjuge, este passa a ser o nosso sobrenome, mesmo após o divórcio. Minha ex-cunhada que adotou o sobrenome do marido o usa até hoje. Espen também adotou meu sobrenome.

Aqui, optamos na hora do divórcio por continuar usando o sobrenome do marido ou voltar a usar o de solteiro. Lá também podemos voltar a usar o sobrenome de solteira, mas para isso temos que preencher um formulário solicitando. Voltar a usar o antigo sobrenome é a exceção para eles. Rsrs! Não vi vantagem nisso, até porque aqui no Brasil já alterei todos os meus documentos. Imagine, pedir pra trocar tudo lá e depois aqui de novo? Não, obrigada!

UP-DATE:

Quando retornei ao Brasil, estava chateada, triste, cheia de tudo e a minha vontade era mudar de nome. Não queria mais a lembrança do ex, do fim do relacionamento. A gente acaba associando as coisas de maneira errada, negativa. A minha ideia era adotar um dos sobrenomes da minha avó materna. O Ferreira (ela nasceu Alves Ferreira, ao casar tornou-se Ferreira da Silva), que meu avô ocultou do registro dos filhos, deixando somente o Silva dele. Egoísta!

Mas com o andamento do processo para obter o documento com a Embaixada para homologar o divórcio aqui, foi me dando uma preguiça, uma canseira pensar em mudar TUDO DE NOVO. Até mesmo para voltar a usar o meu Silva dos Santos ia dar uma trabalheira enorme. Por isso deixei para lá, resolvi ficar com o nome como está mesmo.

Outro motivo para eu manter o Hansen, é que eu penso em sair do Brasil novamente. Talvez voltar para a Noruega, talvez para outro país. Não queria falar disso aqui agora, pois ainda são planos, e planos precisam de tempo e preparo para se realizarem. Só queria esclarecer qualquer mal entendido ou interpretação errada.

Então é isso. Não me “agarrei” ao sobrenome estrangeiro do ex-marido. É somente uma questão prática, uma escolha MINHA. Não é porque tivemos nossos problemas, porque eu reclamei disso e daquilo, num momento delicado sobre o ex. Ou porque nos separamos que estou proibida de continuar usando o nome do outro.

Até porque, continuamos amigos e Espen foi uma pessoa importante na minha vida, é uma pessoa querida por mim. E está seguindo a vida dele, em um novo relacionamento, conforme me contou recentemente.  E é assim que tem que ser.  A vida agradece!

Alex, Geir, eu e Espen em 2012

Surpresa!

Oi pessoal, já falei aqui várias vezes sobre a minha satisfação em realizar esse trabalho de legalização de documentos, para vocês que vão se casar no exterior. Fico muito feliz mesmo, quando recebo email, mensagens das minhas clientes no Facebook, WhatsApp agradecendo pelo trabalho, mas uma mocinha me emocionou ontem.

Olhem que delicadeza do novo casal, enviarem essa lembrança do casamento deles com uma mensagem de agradecimento. Fiquei imensamente feliz, me senti realmente “o cupido” 🙂 Risos!

Danielle e Karl, obrigada por confiarem no meu trabalho, desejo que a vida de vocês seja repleta de amor, alegria, saúde e companheirismo. Um abraço bem apertado e um beijo carinhoso. Parabéns pelo casamento!

Danielle & Karl

Fazendo o que mais amo…

Musica

Desde criança sempre fui apaixonada por dança, minha mãe conta que a primeira exibição dessa paixão aconteceu quando eu tinha três aninhos. Estava na casa do meu tio que era nosso vizinho e estava tocando um sambão, correram em casa para chamar minha avó e ela para ver, eu em cima dos meus tamanquinhos brancos (aqueles com solado de madeira e uma fivela na frente) me requebrando toda. Hahaha! Minha mãe demorou a ir olhar, quando chegou eu estava cansada já e tinha parado de sambar..

Não lembro de ninguém me ensinando a sambar, eu simplesmente sabia. Meu pai dançava comigo às vezes, meu tio Fernando também, eu adorava, me sentia tão livre nos braços deles.

Ao longo da minha vida a dança sempre esteve presente. Fiz balé por alguns anos, mas não pude levar isso adiante, éramos pobres e minha mãe não tinha como bancar as apresentações e nem o custo das roupas. Foi frustrante ter que abandonar o balé.. aos 13, 14 anos comecei a frequentar as matinês dos clubes perto de casa e adorava! Ia com minha irmã, nossas amigas do colégio, os amigos do bairro, dançávamos em grupo, era moda fazer uns passinhos. Ahh época boa!

Quando eu estava com meus 19/20 anos descobri a dança de salão através das amigas Gabriela, Melissa e da mãe delas, minha querida tia Rose. Treinava com o irmão delas e depois íamos para os bailinhos, pelo menos 3 vezes na semana estávamos nas pistas do Circo Voador, Clube Municipal (morávamos em frente), academia do Carlinhos de Jesus e Jaime Aroxa. Nessa época eu perdi peso sem nem sentir e amava muito dançar, mesmo que no fim dos bailes meus pés doessem, valia muito a pena.

Enquanto morei na Noruega até tentei achar uma academia de dança, mas não achei uma que tivesse aulas de bolero, samba, zouk, salsa, soltinho, etc. Ou era dança do ventre ou somente salsa. Nem tentei levar meu ex, porque achava que ele não ia gostar ou conseguir acompanhar, sem falar no receio dele ter um ataque de ciúmes. Porque vocês sabem, na dança de salão as pessoas trocam de parceiro, dançam com outras pessoas sem problemas. Para um inciante acho que ele deveria começar com ritmos mais lentos.

Mas estou de volta e tratei de aceitar o convite da minha cunhada (a brasileira que é madrinha do meu filho) para assistir uma aula de um amigo dela que é professor de dança. Foi suficiente para decidir voltar com tudo! Que coisa maravilhosa foram os 90 minutos de aula. Me senti muito bem, muito mais leve e muito mais animada no fim da aula! Já vou me matricular para o mês de junho e dia 6 já estamos indo comemorar o aniversário de outro professor numa big festa!

Quilos extras, neuras, dores, tristezas, toxinas, pensamentos inúteis ADEUS! Na minha vida agora só coisas boas, pessoas bacanas, dança, muita dança, alegria, sorrisos. Vou fazer umas fotos ao longo dos meses pra vocês verem a transformação do corpo de baleia para o corpo de sereia. Rs! E viva a vida!

Mais documentos

Pronto! Finalmente peguei a Transcrição do casamento e já dei entrada na nova identidade, nova carteira de trabalho e até o PIS eu já atualizei para o nome de casada. Daqui a dois anos quando sair o divórcio, continuarei com o nome de casada, porque não quero trocar tudo de novo não… Que venha o emprego agora! 🙂

Sim pessoas, isso aí mesmo que vocês leram.. estou me divorciando. Pena que tenho que esperar dois anos para isso, enquanto isso a gente vive e segue em frente, planos e novos projetos é o que não faltam. Continuo com meu serviço de legalização de documentos para casamentos no exterior e quem precisar de ajuda, ou queira tirar dúvidas, pode me escrever.

Sobre os novos documentos, os mais fáceis de resolver foram o CPF e o Título de Eleitor que eu já transferi para o Rio de novo. A identidade, carteira de trabalho deram um pouco mais de trabalho. Agendei pelo site do Detran e do Ministério do Trabalho horário para atendimento, mas é claro que rolou uma espera.

Cheguei no posto de atendimento do Detran aqui no meu bairro 10 minutos antes do horário e informei que estava agendada, a “simpática”  mulher me disse para aguardar que iria distribuir a senha depois das dez horas. Hehehe, eu ri né.. Fui atendida pouco depois das 10:40, mas só consegui sair de lá 11:50, esperando o bendito protocolo. De qualquer forma não perdi o dia inteiro nisso.

Voltei correndo em casa, preparei o almoço da minha mãe e saí correndo de novo para o centro, cheguei com cinco minutos de atraso no MT, esperei uma meia hora e renovei a carteira. O atendente achou melhor fazer uma nova, já com o nome atual pois a minha carteira de trabalho já estava com quase todas as folhas preenchidas, em seguida fui ao prédio do Ministério da Fazenda, onde fica a CEF para alterar o nome no PIS e pronto. Free as a bird!!

Entenderam por que eu não vou trocar o nome de novo depois do divórcio? Muito trabalho.. foi bom aproveitar esse tempo em que estou em casa para resolver tudo, porque quando começar a trabalhar ficará difícil me ausentar. Em 30 dias pego a nova identidade e na segunda-feira pego a carteira de trabalho, não vou hoje pois tenho uma entrevista de emprego e tb vou visitar uma amiga no fim da tarde. Ela volta para a Inglaterra na terça, quero muito revê-la e conhecer o maridinho britânico dela. Ahh eu e um amigo fomos os cupidos para esses dois casarem 🙂 Ai ai o amor…..

Beijundas

O melhor lugar é aqui

As escolhas na nossa vida sempre tem um preço, um resultado… o amor é a minha escolha, a paz de espírito também e acima de tudo está o meu amor próprio. Se eu não cuidar de mim, ninguém o fará, se eu não disser ‘não’ para o que me faz infeliz, isso vai me matar e eu não quero morrer ainda..

Chega um momento em que precisamos escolher para onde seguir, mesmo que isso signifique seguir sozinho. O medo me dominou por muito tempo, atrapalhou minha vida, me fez insegura, me tolheu a liberdade. Eu acredito muito na força e nos propósitos da vida. Por hora posso não entender o por quê do que me acontece hoje, mas sei que existe uma razão para tudo.

Tomar grandes decisões, que mudam totalmente a sua vida e daqueles que você ama, e que também te amam, não é simples e nem fácil… Dói, frustra e entristece escolher UM caminho, ter de deixar para trás pessoas e coisas importantes, mas às vezes é isso que podemos/temos que fazer no momento, para no futuro viver o resultado dessa escolha, dessa decisão.

Tive que fazer essa escolha três vezes ao longo dos últimos 3 anos e posso afirmar, é mais difícil por em prática a decisão tomada do que decidir por si só. Escolhemos sem sabermos se teremos sucesso, se o resultado disso será o fracasso. Porém, meu coração sempre foi o melhor conselheiro. Se existem sentimentos conflitantes gritando dentro de mim, é porque algo está errado.

Não vou entrar em detalhes, pois isso só diz respeito a mim e meu marido, mas quero informar que estou de volta ao Brasil e a sensação de voltar para casa, não podia ser melhor. Sou grata ao que a Noruega me ensinou, me proporcionou e deu nesse tempo em que lá vivi, mas o melhor lugar para mim neste momento é AQUI. Um beijo

Está chegando a hora de ir….

Depois de felizes meses no Brasil, volto em breve para a Noruega. Meu coração aperta quando penso que terei que deixar minha mãe, já mais fragilizada pela doença e pelo susto que foi aquela pneumonia violenta que quase a levou desse mundo. Mas estamos nos organizando para encontrar uma cuidadora para ficar com ela. E também porque ficarei longe do meu filho de novo…

Andei sumida daqui por pura falta de tempo.. tanta coisa para fazer, viver, amigos para rever e ainda as novas legalizações de documentos que fiz ao longo desse período. Foram meses muito alegres para mim, estava saudosa desse calor tropical, desse clima, da nossa comida, dos meus amigos maravilhosos… ai ai..! Claro que senti/sinto falta do meu marido também, mas meu coração aperta mesmo ao pensar no retorno, mas na despedida do que no retornar à Noruega. Já passei do tempo de ter medo de bruxa né..?

Dia 04 de novembro completamos 2 anos de casados! Vamos comemorar um pouquinho atrasado, com friozinho e neve 😛

EspenDani

A boa notícia é que não viajarei sozinha, consegui passagem para o mesmo vôo que uma amiga e vamos daqui até lá tricotando, rindo e enxugando as lágrimas de saudades pelo que deixamos aqui. Para ela será especial essa viagem, já que ela se casará na Noruega 🙂

Foi um tempo muito bom por tudo, pelas férias ao lado dos que eu mais amo, pela alegria de estar no Brasil. Atire a primeira pedra quem se mudou para o exterior e NUNCA sentiu saudades de casa. Eu mesma pensava que iria embora e nunca mais sentira falta daqui, achava que a Noruega era o paraíso na Terra. Mas não é bem assim não. Não estou falando mal do país e nem cuspindo no prato onde como, estou somente dizendo que o meu coração é brasileiro, minha alma, minha casa, minhas raízes estão aqui. A minha zona de conforto é aqui.. e abandonar isso é difícil, entenderam?

Estou colhendo frutos do meu trabalho de legalização de documentos, só no últimos meses foram quatro e tem mais vindo aí 🙂 As coisas estão se encaminhando para o meu filho, reencontrei Gisele e Rafa para um ótimo papo junto com a Lu Kayser, soube que ganhei mais um priminho lá na França, fui fiscal de provas no ENEM, emagreci e engordei … aff..! Comi, comi, continuo comendo… prometo me controlar depois. Agora deixa eu me deliciar com o nosso tempero!

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Agora resta finalizar meu trabalho aqui no Rio, estar mais e mais com minha família e meus amigos, terminar de comprar os presentinhos para o marido, enteados e as amigas mais queridas da Noruega e claro para mim mesma. Reunir o povo para uma bebemoração pela minha existência e não pelo fato de eu estar indo embora…olha lá heim!! Vamos lá, todos confirmando presença no evento que já está marcado.  Beijundas