Arquivo | agosto 2008

Seis meses…

Às vezes sentimos o tempo passar lentamente, às vezes ele simplesmente voa. Ontem fez seis meses que minha irmã se foi e sempre é delicado pensar nisso. Eu me sinto presa num tempo diferente. Do mesmo modo que percebo que ele está passando, parece que passa lentamente…

Ainda existem momentos em que me pego pensando que vou vê-la quando chegar em sua casa, que posso ligar e contar alguma coisa para minha irmã.. aí me dou conta que não posso fazer isso mais. E o impacto pela morte dela me assola com força de novo.

Eu sei que tenho que continuar a vida aqui, pois o caminho dela agora é outro… mas é tanta saudade que nossa.. penso que posso sufocar. Sonhei com ela na noite de quinta, esses momentos me dão uma chance de me sentir mais próxima, de poder falar algo, de abraçá-la, ouvi-la, pena que nem todos conseguem ter isso.

Que ela esteja melhor, menos preocupada conosco… eu sei bem como Raquel era com relação a nós e penso que deve ser difícil para ela também. O que me alivia um pouco é saber que um dia estaremos juntas novamente.

Quindim na portaria

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”.

Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque o não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade. Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.

Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário. Ah, pesa. Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.

Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado. Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.

Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando. estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho.
Frescura, jura?
Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.

Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas. Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.

Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto.

Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

Martha Medeiros

Nada se cria..

… tudo se copia!

Mas a minha surpresa está em duas coisas: O layout do novo email da Globo.com absolutamente idêntico ao do Gmail (para mim imbátivel, melhor serviço de email) e uma suposta parceria das empresas Google e Globo (????).

Um amigo diz que não há parceria e sim um redicionamento das contas da Globo.com para o Gmail. Ahh mas peraí né gente, que servicinho meia bunda esse.. muito estranho entrar na minha conta da Globo e me ver numa espécie de DeJa Vú com o Gmail..ehhehe!

Pergunta que não quer calar: o Gmail é de graça… a Globo eu pago, obviamente por causa da conta de acesso à internet. Se não há parceria (e com isso divisão dos lucros) a Google está trabalhando de graça para a Globo.com? :P

Quantas Vezes

Quantas vezes nós pensamos em desistir, deixar de lado, o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada, com o coração amargurado pela injustiça;
Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir;
Quantas vezes sentimos solidão mesmo cercado de pessoas;

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;
Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair, justamente na hora em que precisamos parecer fortes;
Quantas vezes pedimos à Deus um pouco de força, um pouco de luz;

E a resposta vem, seja lá como for,
Um sorriso,
Um olhar cúmplice,
Um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;

E a gente insiste;
Insiste em prosseguir, em acreditar,
Em transformar, em dividir,
Em estar, em ser;
E Deus insiste em nos abençoar, em nos mostrar o Caminho;
Aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito.

E a gente insiste em seguir,
por que tem uma missão…..

Ser Feliz!

Tempo, cadê?

Na maior correria… passei aqui só para dizer que o maluco não apareceu, ontem consegui sair mais cedo porque tive que ir ao Sindicato e de lá me mandei para casa. Espero que a cachaça que ele bebeu tenha perdido o efeito, que ele tenha amnésia, esqueça o telefone e o endereço da Apsa. Se não meus caros, vou ter que tirar minhas ferraduras do armário :P

A única coisa boa é que, chegando cedo em casa consegui namorar um pouco né?! Quatro horas de diferença entre nós É FODA! Quando estou saindo do trabalho aqui no Brasil, Martin está indo dormir lá na Inglaterra. Quando eu acordo, ele está na metade da manhã de trabalho e por aí vai.

Estou puta com a Vivo porque ela resolveu ter problemas justamente agora, no envio e recebimento de mensagens de texto. Isso significa que Martin e eu não conseguimos mais enviar msg no cel. Eu não consigo enviar mais nada para ele e nem recebo, até ontem ainda conseguiamos… Segundo uma das atendentes o problema está na parceria da Vivo com as empresas de telefonia móvel na Inglaterra (Heim?!), já uma outra me disse que era um probleminha na minha área por causa de “vandalismo” (Quem manda morar mal né..) – devem ser esses filhos da puta que roubam cabos, fios de cobre e qualquer merda assim para vender ou simplesmente resolvem foder com a minha vida e roubam algum outro equipamento que impede o PERFEITO e absolutamente NECESSÁRIO funcionamento do serviço de envio de msgs via celular -  Bem, a mocinha ainda me disse que talvez amanhã, digo hoje, a situação volte ao normal. (Sei..!)

Ahh e eu continuo APAIXONADA!!!!! :)

Admirador secreto

Pois é.. um sujeito sem noção e com uma cara de pau enorme se entitula meu admirador e “pretendente” (heim?). Atendo muitos funcionários de condomínio, trabalhando em Departamento Pessoal vocês imaginam a quantidade não é? A pessoa em questão nem foi atendida por mim, mas ficou prestando atenção a tudo que eu falava num outro atendimento e, principalmente, ao que falava no setor com os meus colegas.

Não satisfeito, quando foi ao Sindicato resolver umas horas extras dele com uma outra funcionária nossa, encheu a garota de perguntas ao meu respeito, queria até pagar o almoço dela para continuar o interrogatório. Perguntou o nome da “loira simpática” e disse que ia me telefonar para dizer que tinha se apaixonado! Isso na frente de mais uns colegas que riam (provavelmente dele). Ela achou que era brincadeira dele… não era.

Ligou na quinta-feira e não quis dizer o nome, ficou naquela papinho mole dizendo-se meu admirador secreto, pedindo para me conhecer, para dar uma chance a ele, dizendo saber que voltaria para a Matriz (aí eu comecei a ficar com medo) e que ia ser melhor, pois ficaria mais perto da casa dele. Eu disse que estava namorando e ele nem aí:

- Está nada, eu já perguntei aos seus colegas.. eles me disseram que você não tem namorado. Eu insisti que tinha e que ele deveria esquecer isso e ele:

- Eu espero o tempo que for para você terminar com ele, porque você vai terminar… não vou embora do Rio mesmo (puta-que-o-pareoooooo!).

Na sexta-feira o palhaço ligou de novo! Assim que eu atendi ele colocou um “pagode” para eu ouvir no telefone… afff!!! Algo bem brega dizendo que estava apaixonado e que me queria… Me convidou para ir a praia (ha ha!), pedindo para dar uma chance a ele. Eu falei que não rolava e que ele deveria parar com isso, não o conhecia e nem queria conhecer. Ai o maluco..

- Você quer saber quem sou eu? Sou o Deo (Deoclécio, sente o nome….), fui aí ontem para mudança de função, sou vigia do Condomínio Suely, pode olhar o livro (de registro de empregados)  para saber quem sou eu.

Repeti que não queria nada com ele e que era para parar com isso, e ele continuou:

- Você deveria parar com esse negócio de internet, já namorou um psicopata? respondi que não e perguntei se ele era um..

- Sim, sou!

Nada contra os faxineiros, nem vigias ou qualquer merda assim… mas peraí né gente?! O cara perdeu a noção completamente! Disse ainda, antes de eu desligar na cara dele, que não ia me esperar ontem na saída porque estava cansado pois tinha trabalhado na noite anterior, mas que segunda-feira estaria na porta me esperando quando eu saísse!!!!!!!!! Já avisei que vou faltar ou sair 2 hs mais cedo. :x

Estou cagada.. só pode ser! Como diz a Flávia minha amiga no trabalho, eu estou tão apaixonada pelo Martin que ando emanando uma energia tão boa que atraí essa coisa.. preciso falar que virei o motivo de zoação dos meus colegas? É um tal de me dizer:

Passagem para Inglaterra sem aliança no dedo R$3.000,00
Passagem de ida sem aliança no dedo para o Ceará R$300,00
Passagem de volta do Ceará com aliança no dedo… não tem preço!

A Dani vai procriar com o calango e vai ter um monte de “porta-copos” (em referência  à cabeça chata dos cearenses)

Vai passar a lua de mel em Hidrolândia (cidade onde a peste nasceu) e vai voltar contando que visitou dois açudes, viu umas vacas magras num pasto seco e que em 2 horas conheceu a cidade toda, a igreja, a delegacia e a casa da sogra, pois a cidade é um ovo!

E por aí foi… zoação à parte estou com medo desse maluco.

Miss Imperfeita

‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas!

E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo.

Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’.

Martha Medeiros

Novidades!

Estava com receio de mais uma mudança no setor de trabalho, aquele lance da troca dos supervisores, mas ontem depois de uma rápida reunião soube que volto para a Matriz em setembro. Ahhhh minhas preces foram ouvidas!

Copacabana é muito longe para mim e o volume de trabalho é enorme. Não… eu não estou fugindo de trabalho, mas com a falta de (pelo menos) mais um na equipe acabamos ficando sobrecarregados. Volto pro meu setor anterior, assumo novamente meu cargo e isso para mim é ótimo! Ahh o salário continua o mesmo..he he he, mas vale à pena pois chego mais rápido tanto na ida quanto na volta para casa. Eu não mereço perder 4 horas do meu dia no trânsito.

Fora isso, ontem eu quase coloquei fogo em casa! esqueci a bendita panela com óleo e fui atender o telefone… só deu tempo de voltar e desligar o fogão. O óleo entrou em combustão e aí eu fiquei doida, igual a uma barata tonta sem saber o que fazer com aquela panela em chamas! Minha casa está imunda, a cozinha ganhou nuances de cinza e preto e há fuligem por todo lado.

Ahh quem apagou o fogo foi o Rodrigo que chegou quando eu já não sabia mais o que fazer… disse ele que não voltaria aquela hora, mas algo lhe disse “Vá em casa primeiro”. Viu, não são só as mães que protegem os filhos… :)

Sobre Martin, meu amor, meu querido, meu tudo… estamos decidindo ainda se ele vem em janeiro ou dezembro. Meu coração já está aos pulos desde agora…!