Eu sabia.. sempre soube que não ia resistir mto tempo. Tinhamos afinidades, tinhamos histórias felizes e fracassadas de amores que nos marcaram, nos feriram, nos fizeram sentir vivos. Essa falsa segurança que a amizade virtual nos dá, me mantinha a salvo de você. Mas quando você veio de verdade eu senti as pernas tremerem, o coração bater mais rápido, bobrboletas voarem no meu estômago como há muito não acontecia e de uma forma tão impulsiva e inesperada que eu tive medo. Só que já era tarde..
Sentada no bar esperando você chegar eu pensei mil vezes em ir embora, em não deixar essa represa se romper, a única língua que falávamos igual era a dos nossos desejos. Por outro lado queria vê-lo ao vivo, ouvir sua voz, ver seu sorriso, seus olhos, sentir seu calor. Ter certeza de que eu conseguiria sair imune, que ia ficar tudo bem, em segurança. Tsc, tsc!
Quando você chegou apressado, veio em minha direção e me tocou os cabelos ao me dar um beijo no rosto, sem nem me deixar levantar… eu queria abraçá-lo… ali eu já senti a energia correndo. Fiquei na defensiva, virada para frente enquanto você sentou-se ao meu lado com o corpo totalmente voltado na minha direção e falva sem parar com a língua presa, com esse maldito sotaque que me encantou.. falava de uma forma apaixonante do seu trabalho, de si, de tudo que fez naquele dia. E eu lá sorrindo, admirando, absorvendo cada pedaço seu, como se pudesse guardar nitidamente na minha lembrança a sua imagem perfeita.
Aos poucos fui relaxando, estava doida para colocar a mão em você! Pedi que chegasse mais perto para falar no seu ouvido que a senhora da mesa em frente nos observava atentamete.. Você me beijou o pescoço, colocou um das mãos na minha nuca (golpe baixo…) e eu te empurrei, pensei “como assim?! Não.. não faça isso.. eu aqui me segurando para não parecer tão louca e você toca meu ponto fraco?” Se bem que àquela altura qualquer lugar no meu corpo inteiro era um ponto fraco.
Estávamos de frente um para o outro e minhas pernas entre as suas, as coxas roçando uma na outra me causando mais desejo. Enquanto conversávamos, tocava seus braços, suas mãos e queria mais, mais. Não cansava de tocar sua pele, sentir a firmeza dos seus braços, o toque das suas mãos, toques firmes, decididos.. Toques de homem! Seus lábios tocaram os meus várias vezes, devagar em beijinhos curtos entre pedidos para não fugir de você, que se tornaram mais doces, e os lábios se entreabiram para receber um ao outro, sua língua tocou a minha e nossas coxas se apertaram, meus braços em torno de você, minhas mãos no seu rosto, as suas na minha cintura me puxando para perto… Ahh homem.. ali eu já estava inteira na sua mão!
Encostei minha testa na sua e suspirei, juro que pensei estar no céu… e foi aí que eu vi o volume na sua calça. Deus do céu! Aquilo me excitou tanto que eu tive que colocar a mão na boca para não soltar uma risada mais alta.. eu nao podia ir embora sem provar você. Aceitei seus pedidos insistentes em ficar. E a noite estava apenas começando…