E viva a nossa buRRocracia!

A tão esperada Transcrição da Certidão de Casamento estaria pronta para retirada dia 15 de maio. Hoje é dia 16 e eis que você  pensa: vou no mesmo dia buscar a bendita certidão de casamento transcrita e aproveito para agendar um horário no Detran para tirar a nova via da identidade. Tcharam.. surprise! A Transcrição da Certidão de Casamento não está pronta.

Sim meus caros, eles te dão uma bosta de um comprovante de pagamento dos 300 paus por esta transcrição e assinalam que é para ir buscar dia 15 de Maio… você vai no dia 16 e não está pronta!

Daí que você não consegue reagendar o horário no Detran para tirar a identidade e como faz?? Eu reclamei muito, mostrei a ele o agendamento com o Detran, perguntei por que me deram data “x” se não está pronta, por que não em avisaram .? Aí o rapaz diz que acha que não há telefone anotado no tal formulário que preenchemos. Eu não lembro se tem também, então nem podia xingar o cara, que no final nem tinha culpa de nada. Por fim disseram que será  entregue hoje às 16:30, mas é óbvio não fiquei esperando de 11:30 até esse horário. Voltarei amanhã para pegar e aí agora estou aqui tentando novo agendamento, mas o site do Detran me diz que já existe agendamento para mim na data de hoje, manda ligar no “Tele-atendimento” que só dá ocupado. Ó vida…

Penso de novo: não quero perder a viagem, vou tentar resolver a mudança de nome na carteira de trabalho. Gente do céu… o que esse pessoal tem na cabeça? Existe um site para agendar também atendimento referente a Carteira de Trabalho e outras coisas relacionadas a isso. Olha que coisa inteligente de se fazer:  Você agenda o dia e horário no site e o atendente lá no Ministério do Trabalho diz que você pode chegar um pouco mais cedo, pois se não houver outras pessoas para serem atendidas você entra na frente.

Brasileiro é bicho burro mesmo né, porque as antas pensam.. agendei para 14h mas vou chegar às 10 da manhã para ser atendido antes. Oi?? POR QUE agendar horário então?? O inteligente do atendente acha que pode encaixar um e outro que chegou sem agendamento entra os benditos e REPASSA essa porra de informação para o povão?? Eu não entendo!!!

Sei que esperei uns 30 minutos e desisti, porque a besta quadrada estava colocando o povo das 14h, 15h, 16h e assim por diante para ser atendido ANTES de quem chegou sem agendamento, eu por exemplo cheguei 12:15 e se os próximos agendamentos eram para depois desse horário, eles que esperassem. Conseguem entender meu ponto de vista? Se você agendou horário, VÁ NO SEU HORÁRIO. Porque assim quem chegou sem agendamento tem mais chance de conseguir ser atendido sem ficar 5 horas esperando! Eu não vejo lógica em marcar horário e chegar horas antes para passar na frente. Deve ser porque a mentalidade desse povo acha que isso é vantagem. Afffffff!! Já deixei minha reclamação no site do Ministério do Trabalho. Não ferra né?!

Voltei para casa e fui transferir meu Título de Eleitor para o Rio de Janeiro, nem cheguei a ir na Embaixada em Oslo quando vivia na Noruega. Era um lelê enorme pedir para ir a Oslo sem ouvir meu ex falar que gasta muito etc e tal e assim ia adiando. Ano que vem me aguardem urnas, agora eu voto na escola em frente a minha casa mesmo. Pelo menos isso eu resolvi hoje!

Amanhã vou buscar a bendita Transcrição e vou arriscar ir ao Detran sem agendamento, caso não consiga desmarcar o de hoje.. enfim lógica meio estúpida essa, pois no meu entender se passou o horário e eu não fui atendida lá, no sistema deles deveria ficar liberado após o horário, ou não?? Outra dúvida minha, paguei o valor da taxa para nova identidade ano passado e esse ano houve correção desse valor. Será que terei que pagar de novo? A moça que me atendeu no Poupa Tempo ano passado disse que o recibo valia por cinco anos.. sei não heim..

Ê BRASIL!

Por que você não arruma namorado?

Arte de Fatturi

Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida. Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.

Minha hipótese é que não abandonou o passado. Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.

Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões. Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.

Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu. É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível. Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.

Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.

Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros. Sua respiração é um poço de suspiros. Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.

Quem enxerga fantasmas não vê os vivos. Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo. Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.

Espera herança, não sai para trabalhar ternuras. Mendiga retornos, não cria memória. Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita. Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.

Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.

Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender. É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.

Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.

Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis. Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.

Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados. Nunca estará presente. Nunca estará aqui.

Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Revista Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 28/04/2013 Edição N° 17416

Link para o texto original

Felicidade Realista

(Mário Quintana)

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Transcrição de Casamento – Prepare o bolso!!

Depois de muito bater cabeça, consegui finalmente fazer a transcrição do casamento aqui. Eu havia comentado num outro post (este aqui) que o processo estava errado, mas não estava. No final das contas a gente esvazia o bolso para registrar um mísero documento. É quase como se tivesse me casado aqui! Afff…

Voltei para cá e logo fui ver isso para poder solicitar a nova identidade e nova carteira de trabalho com meu nome de casada. O CPF e o Título de Eleitor estão atualizados já. Não pude fazer a nova ID porque faltava a bendita transcrição. Então vamos lá, fui no 1º RCPM e Tabelionato de Notas da Capital – RJ , na Rua da Assembléia 10/sala 1509 com os documentos necessários, conforme lista abaixo, e paguei o valor de R$306,66. Sim isso aí mesmo que vocês leram trezentos e seis reais e sessenta e seis centavos! Sem falar nos R$35,00 que paguei pelas cópias autenticadas dos documentos. Assalto!

Lembram que eu já havia pago antes o valor R$168,00 para registrar no CERD  (Central de Registro de Documentos) na Rua do Carmo 57, Centro – RJ? Ano passado quando estive no Brasil tentei resolver isso, mas ficou faltando a certidão de divórcio do meu outro casamento, que tinha ficado na Noruega. Como não ia dar tempo do Espen me enviar, eu deixei para fazer depois. Teria pago a mais somente os R$166,00 ano passado. Que raiva!! Olha o recibo e vejam pelo que pagamos:

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Então, de acordo com a listagem eu não paguei errado, pois tinha que ter a certidão de Casamento emitida  pelo Consulado Brasileiro em Oslo registrada lá no CERD  (Central de Registro de Documentos) e aí sim proceder a bendita transcrição. Olhem a lista que me passaram:

Transcrição de Casamento:

- Requerimento datado e assinado, com firma reconhecida de um dos cônjuges ou por seu procurador, dirigido ao Oficial do 1º RCPN-RJ solicitando a transcrição de casamento;

– Certidão de Casamento emitida pelo Consulado ou certidão estrangeira de Casamento legalizada por Autoridade Consular Brasileira, traduzida por um Tradutor Juramentado Público e posteriormente registrada no Cartório de Títulos e Documentos (o CERD) – Rua do Carmo 57 – Centro. (Art. 129, 6º, Lei 6.015/1973) (cópia autenticada);

– Certidão de Nascimento do(s) cônjuge(s) brasileiro ou Certidão de Casamento anterior com prova de sua dissolução. (para fins do artigo 106 da Lei nº 6.015/1973) (cópia autenticada);

– Comprovante de Residência do Município do Rio de Janeiro em nome de um dos cônjuges. Caso o(s) requerente(s) não possuam este comprovante, a pessoa onde ele estiver hospedado deverá fazer uma declaração de residência com firma reconhecida do proprietário, amigo ou familiar. Anexar uma conta de água, luz, telefone ou extrato bancário (cópia autenticada);

* Na eventual existência de Pacto Antenupcial, lavrado perante autoridade estrangeira competente, deve ser providenciado o seu registro em cartório de Registro de Títulos e Documentos no Brasil, previamente legalizado por Autoridade Consular Brasileira e traduzido por Tradutor Público Juramentado.

Então vocês já sabem, casou no exterior e mudou de nome você será obrigado a registrar o casamento na Embaixada do Brasil no país onde vive, para tirar novo passaporte. Eles não emitem novo passaporte sem o registro do casamento e aí uma coisa puxa a outra… Quem não mudar o nome depois do casamento não é obrigado a registrar o casamento na Embaixada do Brasil e nem mesmo no Brasil quando vier passear. O problema começa quando mudamos o nome.

Você pode obviamente não registrar o casamento no Brasil, mas na Embaixada do Brasil em Oslo eles foram bem claros comigo, “uma vez que você tenha registrado o casamento aqui, quando for ao Brasil terá um prazo de 90 dias para transcrever”. Como estarei aqui por tempo indeterminado, achei melhor registrar tudo e tirar novos documentos. Eu acho muito estranho assinar meu nome na Noruega de um jeito e aqui de outro.

Para que serve uma relação?

Dráuzio Varella

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943.Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

O melhor lugar é aqui

As escolhas na nossa vida sempre tem um preço, um resultado… o amor é a minha escolha, a paz de espírito também e acima de tudo está o meu amor próprio. Se eu não cuidar de mim, ninguém o fará, se eu não disser ‘não’ para o que me faz infeliz, isso vai me matar e eu não quero morrer ainda..

Chega um momento em que precisamos escolher para onde seguir, mesmo que isso signifique seguir sozinho. O medo me dominou por muito tempo, atrapalhou minha vida, me fez insegura, me tolheu a liberdade. Eu acredito muito na força e nos propósitos da vida. Por hora posso não entender o por quê do que me acontece hoje, mas sei que existe uma razão para tudo.

Tomar grandes decisões, que mudam totalmente a sua vida e daqueles que você ama, e que também te amam, não é simples e nem fácil… Dói, frustra e entristece escolher UM caminho, ter de deixar para trás pessoas e coisas importantes, mas às vezes é isso que podemos/temos que fazer no momento, para no futuro viver o resultado dessa escolha, dessa decisão.

Tive que fazer essa escolha três vezes ao longo dos últimos 3 anos e posso afirmar, é mais difícil por em prática a decisão tomada do que decidir por si só. Escolhemos sem sabermos se teremos sucesso, se o resultado disso será o fracasso. Porém, meu coração sempre foi o melhor conselheiro. Se existem sentimentos conflitantes gritando dentro de mim, é porque algo está errado.

Não vou entrar em detalhes, pois isso só diz respeito a mim e meu marido, mas quero informar que estou de volta ao Brasil e a sensação de voltar para casa, não podia ser melhor. Sou grata ao que a Noruega me ensinou, me proporcionou e deu nesse tempo em que lá vivi, mas o melhor lugar para mim neste momento é AQUI. Um beijo

Imigrar

Imigrar é se desapegar.
É se lançar…
É conhecer culturas…
Novas aventuras…
Totalmente desprotegido se jogar ao desconhecido.
É calejar de saudade…
E pedir de caneca, gestos de bondade.
Romper com raízes…
E criar cicatrizes.
É chegar desprevenido a mercê de bandidos.
Confiar no desconhecido que logo te tornas arrependido.
Receber sorrisos e de início acreditar que são verdadeiros abraços…
E mais tarde perceber que são totalmente falsos.
Viver na insegurança de um futuro que de real só há a esperança.
É ir e voltar em eternas despedidas, que te faz refém dar idas e vindas.
É sofrer da Síndrome do Aeroporto, da qual os sintomas passam por dor no peito, taquicardia, lacrimejamento, arrependimento, dúvidas, inseguranças, vontade de ficar, vontade de voltar.
É abraçar os mais velhos na despedida
E não saber se ainda os veremos com vida.
Imigrar para uns é sofrer, para outros é vencer.
Para os que sofrem em demasia, imigrar passa a significar prisão, escravidão.
Vira mesmo uma patologia, uma enfermidade…
Que a cura está no voltar ao seu país, à sua cidade.
Para os que vencem imigrar às vezes é meio dúbio; uma mescla de vitória merecida com a alma dividida.
Não há ao seu redor um amigo de infância…
Não há como partilhar as lembranças de criança.
A pergunta: “Está valendo a pena?” é uma constante neste tema.
Conclusões a parte, imigrar é fazer valer.
Vencendo ou perdendo, é fazer do perder um novo saber.
É ser o ator principal de uma peça apresentada no estrangeiro,
Onde ninguém lhe entende,
Mas você se faz presente.
É formar guetos,
porque é o jeito!
É buscar calor…
É fugir da dor…
E no meio dos novos amigos, até nos sentimos queridos.
Senão morremos de solidão…
Senão vivemos em solidão.
Passamos a ter um sentimento agridoce…
O doce e o salgado se misturam num coração dividido,
que sente os dois sabores despendidos.
A vida tem um ponto onde foi bifurcada, onde pegamos o caminho que sai do caminho.
O curso natural é mudado e criamos um novo caminho, onde não ficam pegadas marcadas no chão, porque é um caminho de solo duro, que na maioria das vezes não conseguimos voltar, porque não há pegadas, que indiquem o caminho de volta.
Imigrar é transpor um oceano de dificuldades …
e chegar em uma terra nova com um futuro sem muita especificidade.
Enfim, imigrar é sair de si mesmo, para mais tarde tentar se reencontrar…
É se desacomodar, para mais tarde achar algo mais cômodo…
É buscar um novo mundo e fazer dele o seu próprio mundo.
Com perdas e ganhos…
Com encontros e desencontros…
Tropeçando, caindo e levantando…
E o mais importante, é o não desitir e sim o persistir rumo ao objetivo fixado, ao sonho idealizado.

Euler Rocha

Li esse texto no Facebook de uma amiga e me vi em muitas frases. Essa em especial: “Imigrar é transpor um oceano de dificuldades … e chegar em uma terra nova com um futuro sem muita especificidade. Enfim, imigrar é sair de si mesmo, para mais tarde tentar se reencontrar…”